ESPECIALIDADES
A COMUNICAÇÃO é a capacidade de receber, enviar, processar e compreender conceitos, sejam eles verbais ou não verbais. É possível identificar dificuldades na comunicação quando existem alterações nos processos auditivos, de linguagem e de fala. Uma alteração da comunicação pode ser de desenvolvimento ou adquirida e pode variar em termos de gravidade, podendo ser de leve a profunda.
As crianças podem demonstrar uma dificuldade especifica na comunicação ou dificuldade em vários aspetos da comunicação.
1. FALA
Verifica-se dificuldades na fala quando estão presentes alterações ao nível da articulação dos sons de fala, da fluência e/ou da voz.
Dificuldade de Articulação é a produção atípica de sons de fala. Podem ser caracterizados por substituições, omissões, adições ou distorções que possam interferir na inteligibilidade do discurso.
Alterações na Fluência do Discurso é quando ocorre uma incapacidade de falar com facilidade. Estamos perante uma dificuldade quando há alterações na fala que impossibilitam produzir um discurso com um fluxo natural, sem esforço associado. Identificam-se com frequência alterações na velocidade da fala, hesitações, repetições de sons, de sílabas, palavras ou frases, bem como, revisões ou reformulações no discurso. Estas alterações podem ainda ser acompanhadas de movimentos faciais e/ou corporais, tensão excessiva e inibição (por medo de falar em público).
Alterações Vocais são caracterizadas por alterações na voz, inadequadas para a idade e/ou género, que modificam o tom, a sonoridade, a ressonância e/ou duração, e que comprometem a qualidade vocal.
2. LINGUAGEM é a compreensão e/ou o uso de sistemas falados, escritos e/ou outros símbolos (por exemplo, a Língua Gestual Portuguesa), ou seja, é a capacidade que nós, humanos, possuímos para expressar os nossos sentimentos, pensamentos, ideias e opiniões. As Perturbações da Linguagem podem envolver (a.) a forma da linguagem (fonologia, morfologia, sintaxe), (b.) o conteúdo da linguagem (semântica) e/ou (c.) o uso da linguagem na comunicação (pragmática). As crianças podem ter dificuldade numa área especifica ou uma dificuldade combinada (em duas ou mais áreas).
Forma de Linguagem
Fonologia - sons da língua e a forma como eles se organizam dentro da própria língua.
Morfologia - estrutura, formação e classificação das palavras.
Sintaxe - disposição das palavras na frase e a das frases no discurso, bem como a relação lógica das frases entre si.
b. Conteúdo de Linguagem
Semântica - significados das palavras e frases.
c. Uso da Linguagem
Pragmática - utilização funcional da combinação de todos os outros componentes da linguagem, ou seja, a relação entre o sentido e o contexto do uso da linguagem nas mais diversas situações de comunicação.
A Voz é um dos fatores fundamentais na comunicação humana. Durante toda a infância, a voz está presente em diferentes formas de expressão e interação nos contextos sociais da criança. Aprender a manter bons hábitos vocais contribui fortemente a funcionalidade comunicativa da criança, podendo mesmo influenciar o desenvolvimento do seu perfil comunicativo.
Alterações Vocais são caracterizadas por alterações na voz, inadequadas para a idade e/ou género, que modificam o tom, a sonoridade, a ressonância e/ou duração, e que comprometem a qualidade vocal.
Fluência do discurso é a capacidade de falar naturalmente, com uma velocidade normal e com facilidade.
Alterações na Fluência do Discurso é quando ocorre uma incapacidade de falar com facilidade. Estamos perante uma dificuldade quando há alterações na fala que impossibilitam produzir um discurso com um fluxo natural, sem esforço associado. Identificam-se com frequência alterações na velocidade da fala, hesitações, repetições de sons, de sílabas, palavras ou frases, bem como, revisões ou reformulações no discurso. Estas alterações podem ainda ser acompanhadas de movimentos faciais e/ou corporais, tensão excessiva e inibição (por medo de falar em público).
A introdução da alimentação deve ser realizada de forma gradual e tranquila. O bebé passa por vários processos de aprendizagem de forma a ser capaz de aceitar novas texturas, novas cores de alimentos, de aprender a mastigar, entre outros fatores, que são fundamentais para uma boa introdução alimentar evitando assim recusa e seletividade dos alimentos o que poderá comprometer a sua boa nutrição.
O processo da alimentação vai muito além de gostar ou não de determinado sabor ou tipo de alimento. Para as crianças, o caminho é muito mais complexo e, quando há recusa e/ou seletividade de alimentos há necessidade de intervenção do Terapeuta da Fala.
Deste modo, o Terapeuta da Fala intervém na introdução, recusa e seletividade alimentar identificando, primeiramente, os fatores que podem estar a contribuir para a recusa/seletividade dos alimentos, como alterações estruturais, musculares, na respiração, na sucção ou na mastigação.
Observação: Muitas vezes as famílias acreditam que a criança não gosta de sólidos (por exemplo, carne) quando na verdade a criança não consegue mastigar bem ou coordenar a respiração com a mastigação, o que torna o processo bastante cansativo, fazendo com que desistam ou nem sequer queiram fazer.
Numa segunda fase, é realizada uma intervenção de forma a adequar, se necessário, a sensibilidade intra e extra oral, a mastigação, a respiração e a sua coordenação.
Por fim, começa-se a apresentar, de forma lúdica, as diferentes texturas, sabores e temperaturas dos alimentos.
O bom desenvolvimento das estruturas e dos músculos orafaciais, são fundamentais para o bom desenvolvimento da fala e da alimentação. Isto porque os músculos e as estruturas que usamos para ambas as atividades (fala e alimentação) são os mesmos e, por isso, o desenvolvimento de uma interfere diretamente na outra.
A aprendizagem da leitura e da escrita é, habitualmente, realizada a partir dos 6 anos de idade, aquando a entrada no primeiro ciclo.
A aquisição da leitura e da escrita, quando não é feita de forma adequada, pode comprometer todo o processo de aprendizagem da criança podendo levar a dificuldades de aprendizagem, impedindo assim o seu sucesso escolar.
Para ler e escrever é importante a criança dominar, primeiramente, a linguagem oral, nos seus diferentes domínios, para que consiga adquirir os pré requisitos necessários para uma boa aquisição da leitura e da escrita.
Quando surgem dificuldades no processo de aquisição da leitura e da escrita, é imprescindível, para uma boa identificação das necessidades da criança e implementação do correto plano terapêutico, avaliar diferentes parâmetros como: a compreensão e a expressão da linguagem, a consciência fonológica, a memória visual e auditiva, conhecimento das letras (grafema-fonema), entre outros parâmetros.
As crianças podem aprender a falar mais do que uma língua. Podem facilmente aprender diferentes línguas em casa, na escola ou noutro local do seu meio ambiente.
Muitas crianças aprendem diferentes línguas facilmente, outras aprendem melhor uma língua do que outra.
O bilinguismo, ou multilinguismo, não está associado, nem é a causa, de dificuldades ao nível da linguagem. Assim, crianças que apresentem um desenvolvimento atípico ao nível da fala e da linguagem, devem realizar uma avaliação em Terapia da Fala.
Desenvolver competências de oratória, ao contrário do que a maioria pensa, não deve ser realizado apenas quando somos adultos. Muito pelo contrário. As competências de comunicação, fala e linguagem são desenvolvidas enquanto somos crianças. Por esse motivo, e porque as competências de oratória se incluem nas competências de comunicação, devem ser promovidas durante o seu desenvolvimento.
Aprender a falar em público é imprescindível, não só no futuro (na vida profissional), mas logo desde a infância. Relações sociais e apresentação de trabalhos na escola são algumas das coisas que requerem um bom domínio das competências de oratória para que o seu filho tenha sucesso. Assim, saber projetar a voz, usar a voz adequadamente (mais grave/aguda) realizar pausas adequadas, utilizar um bom vocabulário entre outras competências podem fazer toda a diferença na comunicação da criança.
BEBÉS, CRIANÇAS E ADOLESCENTES
A COMUNICAÇÃO é a capacidade de receber, enviar, processar e compreender conceitos, sejam eles verbais ou não verbais.
Nos adultos, uma alteração da comunicação é, na maioria das vezes, adquirida e pode variar em termos de gravidade, podendo ser de leve a profunda.
Habitualmente, as alterações da comunicação, da fala e da linguagem no adulto surgem decorrente de uma lesão cerebral ou doença neurológica como:
- AVC
- Traumatismo Crânio Encefálico
- Demências, como:
. Parkinson
. Alzheimer
. Doença vascular
. ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica)
. EM (Esclerose Multipla)
. Entre outras.
Qualquer dificuldade na produção da voz pode ser considerada um problema de voz, como rouquidão, cansaço ao falar, voz fina ou grossa demais, fraca ou forte demais.
A rouquidão (disfonia) está muitas vezes associada ao uso prolongado da voz e ao seu uso excessivo, sendo bastante frequente em pessoas que se enquadrem no grupo dos profissionais de voz (cantores, atores, professores, educadores de infância, políticos, jornalistas, advogados, operadores de telemarketing, personal trainers, entre outros).
A patologia vocal pode ter várias causas, apresentar-se com diferentes graus de gravidade e pode ainda ser altamente incapacitante influenciando negativamente a qualidade de vida do adulto.
Situações que podem alterar a qualidade vocal:
Nódulos, Pólipos, Quistos, Edemas das cordas vocais
Paralisia das cordas vocais
Puberfonia (adolescentes que não realizam a muda da voz)
Presbifonia (voz fraca associada à idade)
Parkinson
Entre outras
Fluência do discurso é a capacidade de falar naturalmente, com uma velocidade normal e com facilidade.
Alterações na Fluência do Discurso é quando ocorre uma incapacidade de falar com facilidade. Estamos perante uma dificuldade quando há alterações na fala que impossibilitam produzir um discurso com um fluxo natural, sem esforço associado. Identificam-se com frequência alterações na velocidade da fala, hesitações, repetições de sons, de sílabas, palavras ou frases, bem como, revisões ou reformulações no discurso. Estas alterações podem ainda ser acompanhadas de movimentos faciais e/ou corporais, tensão excessiva e inibição (por medo de falar em público).
Existem diferentes tipos de alterações na fluência, sendo que a mais conhecida é a Gaguez.
Estima-se que mais de 68 milhões de pessoas no mundo apresentem gaguez, ou seja 1% da população mundial. Em Portugal, a gaguez afeta cerca de 100 mil pessoas, sendo quatro vezes mais comum no género masculino.
O tratamento da gaguez em adultos foca-se nos seguintes aspetos:
Reduzir a frequência da gaguez
Eliminar/reduzir os movimentos de tensão associados à gaguez
Reduzir o medo de gaguejar
Melhorar as competências comunicativas nos diferentes contextos (familiar e outras situações sociais, falar em público, entrevistas de emprego ou reuniões de trabalho)
Compreender a gaguez e adquirir ferramentas que auxiliem no processo
Saber a diferença entre sotaque (accent) e pronúncia (pronunciation) é o primeiro passo para compreender o que pode modificar de forma a superar as dificuldades com que se confronta. O sotaque relaciona-se com traços culturais, revelando o país ou região de origem do falante. A pronúncia envolve aspectos fonéticos da própria língua, não sendo flexível. Apesar da diferença, muitas vezes os termos são adotados como sinónimos, esta confusão surge porque a pronúncia pode, em alguns casos, denunciar um sotaque em particular.
Na verdade, o sotaque e a pronúncia são muitas vezes motivos de constrangimento para muitas pessoas.
Algumas pessoas chegam ao ponto de nem iniciar uma conversa no idioma que estão a aprender com receio do seu sotaque marcado. Na verdade, não precisa ter um sotaque perfeito para se conseguir comunicar, ou mesmo para ficar fluente.
Por outro lado, a pronúncia pode atrapalhar a comunicação e por isso deve ser aprimorada. Todos os falantes de uma língua, incluindo nativos, têm algum tipo de sotaque, de acordo com a região onde habitam. O importante é pronunciar de forma clara, sem alterar a estrutura oral da palavra, para nos conseguirmos fazer entender durante uma conversação.
A abertura das fronteiras tem aproximado cada vez mais pessoas e com isso tem havido uma maior expansão do conhecimento de línguas estrangeiras. Existe um grande número de pessoas que mudam de país e que se vêm confrontadas com a barreira da língua. Não por não terem um bom conhecimento linguístico da língua do país onde se encontram mas sim porque a sua pronúncia causa dificuldades comunicativas com os falantes da mesma língua, causando um impacto negativo tanto em atividades simples do dia a dia como no desempenho académico ou profissional, ao não se fazer entender de forma clara numa simples conversa, apresentação ou durante uma reunião.
Esse impacto pode ser minimizado, ou mesmo eliminado, através da alteração da pronúncia, melhorando assim a inteligibilidade do comunicação. Com a orientação de uma Terapeuta da Fala Especialista em modificação de pronúncia a sua comunicação deixa de ter barreiras.
Quem pode beneficiar?
- Pessoas cuja língua materna não é o Português Europeu, que têm uma pronúncia estrangeira e querem melhorar a comunicação
- Pessoas cuja língua materna é o Português Europeu mas que pretendem alterar o seu dialeto (forma como uma língua é realizada numa região específica)
- Atores que necessitem de falar um dialeto específico para representar uma personagem
Indiscutivelmente uma das atividades mais temidas por adultos, falar em público pode ser angustiante, no mínimo! Ter "brancas", perder a voz, ficar com a voz trémula, ter falta de ar, falar tão rápido que percebemos que ninguém nos está a entender... são apenas alguns dos sintomas que surgem com frequência quando nos temos que deparar com uma audiência.
A verdade, porém, é que é preciso mais do que apenas acalmar os nervos para ser um orador eficaz.
Para que consigamos ser bons oradores é necessário desenvolver competências de:
Postura A nossa postura molda o corpo e a voz. Através da postura, o orador é capaz de projetar melhor a sua voz, aprende a ser elegante e a transmitir confiança.
Respiração A consciência da respiração-fonação e a sua coordenação, possibilita ao orador ter o poder de controlar a sua própria voz e dá-lhe a capacidade de a adequar ao ambiente, possibilitando-lhe assim uma boa qualidade vocal.
Voz É imprescindível saber "afinar" a própria voz, produzi-la sem esforço e de forma harmoniosa no ambiente. A voz aproxima ou distancia, acalma ou agita quem nos ouve, transmite confiança ou insegurança. Deste modo, torna-se fundamental conhecer os pontos fortes e os pontos fracos da sua voz e desenvolver competências ao nível da intensidade, sonoridade e ressonância.
Ter uma escuta ativa e ser dono de sua própria voz é ter o poder de despertar sentimentos em quem nos ouve.
Dicção Articular bem as palavras valoriza o discurso e torna-o percetível para quem o ouve. O reconhecimento da palavra e da frase é indispensável para se conseguir fazer entender e não passar uma mensagem distorcida, enfraquecida, de difícil compreensão e de pouco conhecimento sobre o tema do qual está a falar.
Fluência
Fazer fluir a sua fala e sustentar a intenção através de um pensamento organizado e de um sentimento adequado. Saber fazer pausas adequadas no seu discurso, coordenar com a respiração, a articulação e a voz é conseguir ser o dono do seu discurso.






